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domingo, 30 de junho de 2013

Exu- a boca que tudo come

O orixá Exu, considerado aquele que carrega as mensagens entre deuses e homens, é tema do documentário dirigido por Liana Cunha e Samanta Pamponet, que busca traços de sua presença na Feira de São Joaquim, em Salvador, Bahia.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Exu no cinema

Cartaz 5º CineFantasy
Cartaz do 5º Cinefantasy - Festival de Cinema Fantástico - Leopoldo Tauffenbach, 2010

Exu, interpretado pelo ator Flavio Bauraqui, abaixo em duas cenas do filme Cafundó (2005), dirigido por Paulo Betti.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

A Boca do Mundo - Exu no Candomblé

Exu sou eu, com 78 anos. - Mãe Beata de Iemanjá

A Boca do Mundo é um curta-documentário dirigido pela pesquisadora da Ufscar e cineasta Eliane Coster. A obra apresenta as muitas manifestações do orixá Exu no "cotidiano das ruas, nos mercados de trocas, nas manifestações religiosas, em bares à noite, nas encruzilhadas das estradas, em objetos, sons, cores, comidas, bebidas, festas, pessoas e todos os locais e atos nos quais seja possível encontrar uma representação/manifestação do orixá." (texto retirado do blog oficial do projeto).
O documentário foi indicação da
fotógrafa e professora Fernanda Mazete, leitora do blog.



Para saber mais, visite o blog do documentário: abocadomundodoc.wordpress.com/

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Exu no Brasil

Dança das Cabaças - Exu no Brasil é uma investigação poética sobre a divindade africana Exu no imaginário brasileiro. Trazido pelos escravos com outros Deuses do panteão Yoruba, Exu foi colocado à margem e passou por um processo de demonização que se inicia na missão católica na África e se estende no período colonial brasileiro, onde seus atributos originais foram ocultados.
Exu que na África era caracterizado como o princípio da vida, a força que move os corpos, a dinâmica, o senhor dos caminhos e das encruzilhadas, a principal ponte entre os mortais e as divindades que habitam o além, passa a ser visto como a personificação do mal perante o modelo cristão, devido ao seu seu símbolo fálico e seu comportamento astucioso.
Dirigido por Kiko Dinucci, o filme passa pelas diversas vertentes das religiões afro-descendentes, dos candomblés (de tradição Nagô, Gege, Bantu), Tambor de Mina, passando pela Umbanda e Quimbanda. Dança das Cabaças - Exu no Brasil conta com participações de sacerdotes e estudiosos.

Texto de apresentação do documentário Dança das Cabaças - Exu no Brasil, dirigido por Kiko Dinucci. Disponível em <http://vimeo.com/1436330>



Página oficial do documentário: http://dancadascabacas.blogspot.com.br/

Página oficial do diretor: http://kikodinucci.com.br/

domingo, 5 de maio de 2013

Exu Zé do Caixão

José Mojica Marins como Zé do Caixão
Seu aspecto físico se baseia na iconografia vampírica. Veste-se de preto, adornado com capa e cartola, acessórios que lhe conferem ar aristocrático. Capa e cartola também remetem a Exu, pois fazem parte de algumas representações da divindade.
Muitos aspectos aproximam Zé do Caixão de Exu. No candomblé, Exu é o elemento dinâmico de tudo o que existe: ele transforma, impulsiona, faz crescer. Considerado impulsivo e irascível, Exu é perverso e impetuoso. Extrovertido e narcisista, afirma o princípio da reprodução, da atividade sexual. Traços de caráter como esses também estão presentes em Zé do Caixão. Outras características da divindade remetem ao personagem de Mojica, como os olhos incisivos, o olhar penetrante, o cinismo, o gosto pela intriga.
A absorção de traços físicos e comportamentais atribuídos a Exu mostra o enraizamento de Mojica nos valores mágicos, instintivos e irracionais do imaginário primitivo, muito presentes no espírito de seu público. As referências a Exu aproximam Zé deste público, fornecem um arquétipo reconhecível e veiculam, nos filmes, todo um universo religioso – mesmo que este seja com freqüência vilipendiado por Zé.

Trecho do ensaio Personagens antípodas, de Alexandre Agabiti. Disponível em http://www.portalbrasileirodecinema.com.br/mojica/ensaios/04_02.php